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UNOESC Campos Novos abre Terceira Mostra de Cinema e Direitos Humanos

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Abre com bom público Terceira Mostra de Cinema e Direitos Humanos da Unoesc Campos Novos. O evento teve início nessa quarta-feira (01) no auditório da Universidade do  Oeste de Santa Catarina com  a  exibição do filme “A Onda “.  Os debatedores foram os professores Ilton Norberto Robl Filho, mestre em direito de Curitiba  e  Ancelmo  Pereira  de Oliveira  de Joaçaba, especialista  em  história.  A proposta  da UNOESC é  difundir  a política  em  defesa dos direitos  humanos  e também ampliar  o debate entre os acadêmicos que  cursam direito na universidade.  O filme  exibido ontem , é baseado numa história real. Segundo publicação online da Revista Espaço Acadêmico, “A onda” tem início com o professor de história Burt Ross explicando aos seus alunos a atmosfera da Alemanha, em 1930, a ascensão e o genocídio nazista.  Os questionamentos dos alunos levam o professor a realizar uma arriscada experiência pedagógica que consiste em reproduzir na sala de aula alguns clichês do nazismo: usariam o slogan  “Poder, Disciplina e Superioridade”, um símbolo gráfico para representar “A onda”. O professor Ross se declara o líder do movimento da “onda”, exorta a disciplina e faz valer o poder superior do grupo sobre os indivíduos. Os estudantes o obedecem cegamente. A tímida recusa de um aluno o obriga a conviver com ameaças e exclusão do grupo.  A escola inteira é envolvida no fanatismo d’A onda, até que um casal de alunos mais consciente alerta ao professor ter perdido o controle da experiência pedagógica que passou ao domínio da realidade cotidiana da comunidade escolar. O desfecho do filme é dado pelo professor ao desmascarar a  ideologia totalitária que sustenta o movimento d’A onda , denuncia aos estudantes o sumiço dos sujeitos críticos diante de poder carismático de um líder e do fanatismo por uma causa. Embora o filme seja uma metáfora de como surgiu o nazi-fascismo e o poder de seus rituais, pode conscientizar os estudantes sobre o poder doutrinário dos movimentos ideológicos políticos ou religiosos.   Para o professor Ilton Robl Filho,   o cinema como recurso  pedagógico, leva  a pensar e refletir  no cotidiano , mas também em situações que não vivenciamos.  Ele  salienta que a supremacia da constituição  se deu depois  da segunda guerra mundial, mas  observa que ainda é possível  existir retrocesso    numa democracia consolidada, assim como haver a construção de relações sociais inadequadas. Professor Ilton  também autografou ontem durante a mostra  de cinema e direitos humanos da UNOESC,  seu  novo livro “Direito, Intimidade e Vida Privada - Paradoxos Jurídicos e Sociais na Sociedade Pós-Moralista e Hipermoderna”, lançado pela editora Juruá.  A obra  trata do  direito  da intimidade  e vida privada. Para o professor  Ancelmo Pereira  de  Oliveira,  a academia tem  grande responsabilidade  na geração de conhecimento não só  dentro da universidade, mas  também junto  a comunidade a qual está inserida. Professor Ancelmo  afirma  também  que   é necessário utilizar o saber na construção  de um novo homem, enfatizando a contribição da mostra de cinema nesse sentido. Ele  enfatiza que o homem está desfigurado da sua essência  e  há  grande carência de  civilidade e equidade. O professor entende que é importante que a comunidade acadêmica  esteja ligada a  movimentos sociais   com propósito  de promover a igualdade. A Terceira Mostra de Cinema e Direitos Humanos encerra nesta sexta-feira (03).
Por Antonia Claudete Martins.

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